Assunto: Metafísica
Publicado por: Madrid : M. Galiano
Ano: 1860
Língua: Espanhol
Patrocinador da digitalização: Brandeis University Libraries
Coleção: americana; blc
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Lévi-Strauss influenciou de maneira decisiva a filosofia, a sociologia, a história e a teoria da literatura. Leia mais...
Il aurait eu 101 ans le 28 novembre prochain. Claude Lévi-Strauss, dont les travaux sont reconnus comme fondateurs pour l’anthropologie et l’ethnologie du XXe siècle, est décédé dans la nuit de samedi à dimanche. Il avait reçu tous les hommages à l’occasion de son centenaire, célébré en novembre 2008 au musée du quai Branly, à Paris. Leia mais...
Peu de savants se sont aventurés aussi loin que Claude Lévi-Strauss dans l'exploration des mécanismes cachés de la culture. Par des voies diverses et convergentes, il s'est efforcé de comprendre cette grande machine symbolique qui rassemble tous les plans de la vie humaine, de la famille aux croyances religieuses, des œuvres d'art aux manières de table. Le paradoxe des très grandes œuvres, celles qui sont vraiment décisives et novatrices, est de pouvoir se caractériser en peu de mots. Leia mais...
Tinha dito certa vez que a experiência são as alfinetadas que a vida nos dá sem técnicas de acupuntura. A experiência humana no mundo é singular em cada um de nós (o pleonasmo é proposital). Repete-se sempre no “todo mundo”, mas a faina da vida é singular para o sujeito que vive, não importa quantos homens já tenham sofrido primeiros traumas, realizado vestibulares e tido filhos, cada um que vivencia re-inaugura o primeiro passo eterno. A vida, esse enigma maior do que a própria morte, se apresenta a cada um com um peso específico. Não sei se existe uma insustentável leveza do ser. Talvez existir seja ser carga para si mesmo, mas sem o Outro é fardo é inassumível, não há sujeito só. A consciência da qual nos “fala” a filosofia, se situa num movimento pleno, de alguém com mais de 18 anos, saudável, branco, europeu. O sujeito transcendental não conhece uma chupeta, tem, em ultima análise, uma experiência de um objeto feito de plástico. A consciência é carne e sem ela o Ser não é real, é apenas invencionice metafísica, essa “vingança contra o tempo”. O sujeito filosófico não tem uma dor de dente plena. O sujeito da filosofia é viril, assume tudo, tudo ilumina, tudo antecipa, tudo pré-compreende. A fenomenologia não passa de mais um antropocentrismo travestido de humildade epistemológica.
A filosofia não entende os problemas e ocupações mais simples. No máximo as taxa de inautenticidade. Contas a pagar, fraldas a comprar, unhas a cortar, presente de quinze anos a escolher são ocupações que subtraem o homem do seu si-mesmo. Non!
LIBROS
de CIENCIAS SOCIALES, FILOSOFIA y LITERATURA
Un Sitio de "SABERES"
Desde que a 11.684 foi aprovada, a vida dos filósofos começa a se tornar extremamente pública, importante, requisitada e glamorosa: uma festa [Ironic]. A glória contra as demoníacas ciências desumanizantes, inúteis e regressivas. Só a filosofia é um modus de pensar que permite ao homem ser autêntico [Ainda ironic] Está tudo certo, maravilhas de organização. Não, os filósofos não são prepotentes, nem românticos: a ciência é que peca, erra, é limitada. Não! O idealismo não é uma invencionice! A realidade é que é ilusória.
Imagine só ilustre amigo leitor, que até terapeutas [sic] já podemos ser. Não sabia? Leia sobre a Filo$ofia Clícina e as polêmicas suscitadas até então. O fato é que famosos agora buscam na filosofia seja lá o quê. O ilustre Marcos Mion é um dos vultos importantes que figuram os filósofos nacionais, vê-se claramente a filosofia sendo o instrumento de seu trabalho [Tá, é um fake da vida]. Adriane Galisteu há pouco defendeu sua tese em Husserl, chique! [Tá, é um Fake da Piauí.] E fico feliz em saber que durante a formatura de Sandy&Junior [1] (letras), Cláudia Abreu roubou a cena e se formou em filosofia! Gente, Malu Mader estava lá, Vladimir Brichta também! Jesus, agora somos hypes! Viva! Estamos incluídos! A área de humanas está em pleno renascimento cultural! Mais bolsas? Mais pesquisas? Mais seriedade? Chega de pensamento pensado e vamos ao pensamento pensante? Super salários?
Após sete anos de estudos, a atriz Claudia Abreu formou-se em Filosofia na Pontifícia Universidade Católica (PUC), na Gávea, zona sul da cidade. Durante a cerimônia, no sábado 24, Claudia fez festa para a platéia ao receber o diploma das mãos do corpo docente. O marido da atriz, José Henrique Fonseca, e a filha mais velha, Maria - de quem a atriz estava grávida quando começou a faculdade - aplaudiram orgulhosos [...] Claudia, que se diz viciada em estudos, já planeja fazer o curso de pós-graduação em Filosofia da Arte. "Sou o material de trabalho de mim mesma", afirma. A atriz também declarou recentemente que pretende usar a Filosofia para enriquecer ainda mais os seus personagens, mas que não pretende tornar-se filósofa. Leia mais...
A felicidade toma conta do ser filósofo no Brasil. Até bem pouco tempo atrás as graduações em filosofia eram estigmatizadas por serem de uma indigência triste. Toda sorte de categorias apontadas na sociedade como improdutivas estavam à frente: punks, metaleiros, hippies, indecisos, suicidas, depressivos, esquizóides, pessoas com atitudes paranóicas, desocupados, aposentados, entre outros, eram a essência do corpus filosófico universitário. Estamos passando por uma melhoria social! Atores, atrizes, delegados, advogados, médicos, filhitos de papai e gente altamente importante na praça começa a chegar. Anonimato? C’est fini. Produção filosófica a mais de mil por hora, totalmente inédita.
[1] Isso mesmo, Sandy&Junior é uma só entidade. Por isso não é difícil ouvir coisas como: “Sandy&Junior está de namorado novo.”

Todas as coisas e eventos são finitos, não é novidade. Segundo o imortal Ἐμπεδοκλῆς, o amor une e o ódio separa. Seja a vida à morte, as pessoas, os animais, os partidos políticos, as religiões, os planetas e tudo aquilo que precisa-se. Amor e ódio não são apenas estados afectivos, são necessidades ontológicas. Todavia, experimentar o fim e suas conseqüências não é lá nada de tão fácil como nas fórmulas lógicas. Lógico que enquanto duram, as coisas "não acabam". Viva a sensação de eternidade! É triste, mas o sorriso da sua mãe um dia acaba, o amigo escolhe a Argentina, toda espera tem termo, a cerveja termina e a conta está cara, aquela obturação feita há uma década cai, a música que te dá comprazimento estético dura em média cinco minutos, a dor - por mais aguda que seja - passa. A vontade, seja lá qual for o objeto, quando satisfeita, finda e recomeça. O Parthenon um dia vai cair assim como o eterno império romano caiu. A terra que sempre foi o centro do universo levou uma patada tripla com Copérnico, Kepler e – finalmente - com Galileu e uma revolução (que já passou) foi realizada. E, em suma, alguém que te oferece vida - vida viva, que dorme, acorda e toma todinho na escola - pede pra sair e você quer que saia. Não há repouso. Vida estática só existe na não-vida. Em Pernambuco se diz: "se não agüenta, pra que veio?" Passado (pré), presente (já) e futuro (pró) representam uma imagem semimorta que só fazem sentido na cabeça de um ser finito. Fora dessa agitação insana da matéria nada precisa fazer sentido. Viver uma vida cujas possibilidades estão sempre em aparecências rapidamente finitas (obrigando o sujeito a mudar de posturas e opções de maneira veloz e, com a mesma celeridade, passar por angustias ônticas) pode conspurcar as percepções, os gostos, as vontades, as lágrimas e mesmo assim, amar a vida não é traição. Nem a p**** da biologia explica bem o que é a vida, assim como os físicos acreditam piamente possuir um conceito razoável para a matéria. Vida? Paradigma individual. O ser humano não é um um ser meramente biológico, é um animal biográfico. Viver? Respirar o ar de algumas pontes, dar amor a gente azulada, beber líquidos coloridos, pensar que está pensado, vagar pedagogicamente, chafurdar monetariamente, oferecer pílulas filosóficas, viver de perto um carnaval, um filho que cresce, escolher a escolha, nem sempre entender, entender o não-sempre, ver a idade passar, “abrir os braços pra guardar”, achar engraçado como há pessoas que nasceram em 1990, acreditar num tempo pendular e sofrer com as lancinantes e intermitentes mudanças, tudo isso junto, só pode fazer um filho da p*** viver de maneira existencialóide. Preze por seu habitat amigo leitor. Suportar, sugar o tutano da existência e sentir que se pode ser si-mesmo uma vez na vida é tarefa difícil, é faina de doido. Existir é entrar num rio cujo final é inevitavelmente uma cachoeira de 1.000 metros de altura: sem dúvida se despencará, mas se você tiver remos para manobrar nas partes mais lodosas evitarás que a caminhada acabe antes do tempo numa colisão de frente com uma pedra, um tronco ou num encontro com diversos predadores. E, sabendo remar sozinho, se conhecerão caminhos mais autênticos, mesmo que não sejam os mais cômodos e os que todos aqueles que não possuem remos seguem de maneira inadvertida e guiados por todos e por ninguém. Aprenda a dizer Adeus e a sentir que existir é ser carga para si mesmo ilustre amigo. Entretanto, aprendamos ainda mais que a vida é muito mais simples do que se pode intuir. Sorrir, trepar, comer, beber e olhar nos olhos das pessoas na rua: faça esse exercício. Aprender a dizer adeus não é gostar de dizê-lo.
Parece-nos que a presença de Deus é evidente
(St° Tomás)
Tema batido e insistentemente recorrente na história mundial. Mas, por que, logo eu, deixaria de tratar disso? Quem já fez parte de alguma pastor
al sempre acaba se impressionando com o poder que papai do céu exerce no imaginário popular. O sacro e o santo, reconheçamos, mexe decisivamente no psicológico e, infelizmente, no fisiológico do humanóide que vai crescendo. Mas o tema Deus, Seja no oriente – com Sidarta, Buda, Shiva, Izanagui e Izanami, Ormuzd e Ahriman, Alá, entre outros – seja entre nós ocidentais, sempre é posto em discussão, seja no bar ou no Vaticano. Como nos indica certo padre hegeliano, nos seus Escritos de Filosofia, “não existe no mundo uma civilização que não tenha demonstrado dotes religiosos”.
Seja negando, afirmando ou re-negando, demonstrando ateísmo ou crença cega e total, a “presença de Deus” é um tema posto a baila inexoravelmente, sempre, não importa o âmbito.
Na Grécia, detectamos o conhecido politeísmo aliado ao antropomorfismo divino, em Roma não foi diferente. No helenismo conseguimos enxergar Epicuro discordar dos atributos que os seus contemporâneos imputavam aos deuses, e dizia que sim, eles existem, mas estão tão longe dos humanos quanto o jardim que ele havia criado para se afastar da putrefata política da cidade. Nos deparamos também com Cícero, ilustre orador romano, exortar Júpiter, nas suas Catilinárias, agradecendo por ter descoberto as tramas de Lúcio Catilina contra Roma. Do mesmo modo Sêneca e os ilustres estóicos romanos apologizando a deusa fortuna - a sorte, o destino.
No medievo, onde a questão divina é obviamente pontual chegamos até Anselmo que, nas suas grandes obras[1], busca provar a existência de Deus através apenas da ratio, independendo das sagradas escrituras, a famosa Teodicéia. Não obstante o filósofo que encabeça esse texto, St° Tomás que aponta o sumo grau de perfeição do ser de Deus, ou ainda, o que dizer de Duns Escoto que eleva Deus como algo ainda maior que as Perfeições Puras.
De fato, a existência de Deus é um tema paradoxalmente anacrônico e continua em urgência diariamente por que diz respeito ao mistério, ao obscuro, ao indeterminado.
Na modernidade, por sua vez, Deus é racionalizado, discutido não à luz da fé, mas sim da reta razão. O Deus de Descartes não é o Deus de Jacó, mas um Deus que fecha um grandioso sistema. D’outra parte Leibniz se questiona: “Por que antes o ente e não antes o nada?”, “Por que as coisas são da forma que são e não de outra?” Determinismo divino ou obra do acaso?. Hegel por sua parte caminha para mostrar dialeticamente a perfeição e a infinitude do intelecto divino.
A questão possui uma proporção tão dantesca que—regressando um pouco cronologicamente—nos abismamos ao sentir a força da questão quando Voltaire pronuncia: “Se Deus não existisse seria necessário inventa-lo”.
E quem é Deus na contemporaneidade? Seria aquela projeção com a qual se referiu Xenófanes na antiguidade? Deus é produto do desespero, carência e medos do homem? Nietzsche acerta ao fazer a psicologia do cristianismo quando diz que essa é a religião da negação da vida, dos fracos e “filisteísmo trivial?” ou essa assertiva é equivocada? Deus é um instrumento de administração, domação e supervisão social como disse um desses pensadores do capital? Deus é o homem duas vezes como nos disse aquele outro grande sociólogo?
Especula-se muito, diversas respostas já foram dadas, não apenas pela tradição filosófica, mas também, pelo common sense, por teólogos menores e até a ciência tenta desvelar tal questão com seus métodos apodíticos, redutores e demonstráveis.
O fato é que, por fazer parte de um campo misterioso, um problema metafísico indissolúvel, um axioma gigantesco, creio que temos poucas opções honestas de resolução e proponho aqui só duas para o leitor angustiado e sedento por respostas: religião ou filodoxia.
Amén.
Premissa 2:
Hobbes disse: “Onde dois ou mais estiverem reunidos, a competição, a desconfiança e a glória ali estarão.”
Leviatã, Cap. XIII
Este blog é de filosofia e de não-filosofia. Todavia, não é sobre tudo e, não obstante, dileta sobre quase nada. Diz-se que a filosofia é um dos ramos mais complexos e cabeludos do conhecimento humano, por isso deve ser tratada de maneira inexoravelmente séria, de um modo carrancudo, erudito e incompreensível, certo? Ao meu ver não! Pode-se perfeitamente mesclar essa profundidade filosófica com as [necessárias] trivialidades da tagarelice cotidiana. Então, se você é um erudito carrancudo provavelmente vai achar imbecil da minha parte [um professor de filosofia pretensamente "sério"] postar temas de importância elevada, logo após uma piadinha ou tirinha insana e relatar nesse espaço "seriamente filosófico" outros blogs completamente descompromissados com o tão estimado discernimento típico à filosofia. Então, o propósito deste escrivão aqui é minutar aos acadêmicos, aos não-acadêmicos e, sobretudo, àqueles que acreditam que filosofia não se encontra apenas na coleção Os Pensadores ou no escafandro da academia. Sem contar os amigos do boteco, os(as) amigas(os) blogueiros(as), os "meus" alunos e a todos aqueles que tem certa paciência de observar preleções e pensamentos alheios e aceitam bem a seguinte máxima de Hesíodo:
Ótimo é aquele que de si mesmo conhece todas as coisas;
Bom o que escuta os conselhos dos homens judiciosos.
Mas o que por si não pensa,
nem acolhe a sabedoria alheia,
esse é, em verdade, uma criatura inútil.

Em filosofia a interrogação é irmã da negação e prima distante da afirmação.
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A poesia é extremamente racional na medida em que a razão é demasiado poética.
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As teorias são faíscas na verdade do Ser.
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Boas-vindas de um sartriano: «Hellcome» to my life.
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Durante a sorumbática época de “eleições”, se te perguntarem se és Esquerda ou Direita, responda prontamente que sofres d'um alto grau de dislexia.
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Ser ‘profissional’ de filosofia é como torcer por um time pequeno: raramente há a possibilidade de aparecer, vez ou outra experimenta-se algum sucesso, mas sempre retorna-se ao lugar de origem: o anonimato.
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Penso logo existo. Existo logo sou livre. Se sou livre sou violento, pois quero assegurar minha manutenção de ser, perseverar no meu ser a qualquer custo. Se sou violento logo sou ego-ista já que o primordial sou eu, o meu ser, a minha moradia, a minha posse, o melhor para mim, a auto-conservação. Penso logo sou egoísta.
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No fim das contas os filósofos e as filosofias são como janelas. Podemos observar a "paisagem", buscar comprazimento e partir para outra se desejarmos. Infelizes aqueles que, dentro da sua casa filosófica, possuem apenas um pequeno basculante.








Baixe também:
Documentário sobre sua vida e sua obra.
Frases:
“A filosofia tem algo muito perigoso: ela te enche de orgulho, te torna megalomaníaco. Quando eu lia qualquer um dos grandes filósofos, tinha a impressão de ser um Deus.”
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"Los alemanes no se dan cuenta de que es ridículo considerar de la misma manera a un Pascal y a un Heidegger. La diferencia es inmensa entre un Schicksal y un Beruf, entre un destino y una profesión. Un silencio abrupto en medio de una conversación nos hace volver de repente a lo esencial: nos revela el precio que debemos pagar por la invención de la palabra."
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"La idea del eterno retorno no es en Nietzsche más que una chifladura y en el mejor de los casos una inspiración; y es una pura aberración por parte de Heidegger querer ver en ella el pensamiento central de Nietzsche."
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"Acredito na salvação da humanidade, no futuro do cianureto."
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"A esperança é uma maldição, uma guerra eterna contra a realidade. Ou seria contra o tédio?"
O médico vê o homem em toda sua fraqueza. O jurista em toda sua maldade e o teólogo em toda sua imbecilidade.
Schopenhauer
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[...] pois o destino das grandes verdades é não brilhar senão com a duração do relâmpago, no meio da longa noite de trevas que envolve o gênero humano.
Cesare Beccaria em Dos delitos e das penas.
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Artigo Quarto – Pregar a castidade é uma incitação pública à antinatureza. Qualquer desprezo à vida sexual, qualquer tentativa de maculá−la através do conceito de “impureza” é o maior pecado contra o Espírito Santo da Vida.
Nietzsche em O Anticristo.
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O totalitarismo nazista e fascista [...] não surgiram por que Hitler e Mussolini decidissem tomar o poder. Quando uma nação é prêsa de insuportável crise econômica e se encontra vazia psicológica e espiritualmente o totalitarismo surge para preencher o vácuo e as pessoas vendem a liberdade pela precisão de livrar-se da ansiedade demasiado intensa.
Rollo May in O homem a procura de si mesmo.
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"Nascer é um risco mortal."
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"Toda verdade é verdadeira mas não é a única."
Julián Marías em texto sobre Heráclito.
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"Obviamente nossas sociedades estão marcadas por uma violência manifesta e estrutural. Elas estão impregnadas com o micropoder de represões silenciosas e são deturpadas pela opressão despótica, pela privação dos direitos políticos, pela destituição dos poderes sociais e pela exploração econômica. Não poderíamos nos indignar a esse respeito se não soubéssemos que essas situações humilhantes também poderiam ser diferentes."
Jürgen Habermas in: O futuro da natureza humana.
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"A história é um pacote de mentiras sobre eventos que nunca aconteceram contadas por pessoas que nunca estiveram lá."
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"A coisa mais misericordiosa do mundo, creio eu, é a incapacidade da mente humana em correlacionar todo o seu conteúdo. Vivemos numa plácida ilha de ignorância em meio a negros mares de infinito, e não está escrito pela Providência que devemos viajar longe. As ciências, cada uma progredindo em sua própria direção, têm até agora nos causado pouco dano; mas um dia a junção do conhecimento dissociado abrirá visões tão terríveis da realidade e de nossa apavorante situação nela, que provavelmente ficaremos loucos por causa dessa revelação ou fugiremos dessa luz mortal rumo à paz e à segurança de uma nova Idade das Trevas."
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"[...]je préfère mille fois à l’abstraction vide une réflexion issue d’un transport sensuel ou d’un effondrement nerveux."
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"Nunca se protele o filosofar quando se é jovem, nem canse o fazê-lo quando se é velho, pois que ninguém é jamais pouco maduro nem demasiado maduro para conquistar a saúde da alma. E quem diz que a hora de filosofar ainda não chegou ou já passou assemelha-se ao que diz que ainda não chegou ou já passou a hora de ser feliz."
Epicuro in Carta sobre a feliciade (a Meneceu). Clique aqui e leia na íntegra.
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"Segundo sua origem, a moral é a soma das condições de existência de uma espécie de homens pobre e mal-nascida. Esta pode ser o 'grande' número: daí seu perigo. Nas suas aplicações é o principal meio do parasitismo dos sacerdotes, em sua luta contra os fortes, contra as afirmações da vida. - Os sacerdotes ganham o 'grande número' (os humildes, os que sofrem, em todas as classes - as vítimas de toda espécie). Uma espécie de insurreição geral contra o pequeno número de seres bem-nascidos. Em suas conseqüencias, chega a falsear radicalmente, a aniquiliar até as camadas de xeceção. Estas terminam, para apenas poderem se sustentar em não serem verídicas, em nenhum ponto, quanto a si mesmas - a completa corrupção psicológica com o que daí se segue."
Nietzsche in Vontade de Potência.
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"Foi uma visão demasiado míope que fez da “vida” um problema e que considera a morte apenas esporadicamente. Talha-se de forma dogmática e artificial o objeto temático quando, “de início”, este é restrito a um “sujeito teórico”; parta então “de acordo com o lado prático”, complementá-lo, acrescentando-lhe uma 'ética'". 1
1 HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo (parte II). Petrópolis, RJ: Vozes, 1999. p.109.
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"[...] por mais que tu talvez te espantes, a vida toda é um aprender a morrer."
Sêneca
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"[...]pois mais fácil é vingar injúrias do que remunerar benefícios; e menos árduo prevalecer contra perversos do que igualar aos beneméritos."
Cícero
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"O estritamente primordial e não-hipotético é o ser, princípio dos princípios, radicalidade de todas as radicalidades."
Leonardo Polo
Leonardopolo.net
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"A política opõe-se a moral assim como a filosofia à ingênuidade"
Emmanuel Lévinas
Lévinas Web Page
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"Ora, cada qual julga bem as coisas que conhece, e dessas coisas é ele bom juiz. Assim, o homem que foi instruído a respeito de um assunto é bom juiz nesse assunto, e o homem que recebeu instrução sobre todas as coisas é bom juiz em geral. Por isso, um jovem não é bom ouvinte de preleções sobre ciência política. Com efeito ele não tem experiência dos fatos da vida, e é em torno desses que giram nossas discussões; além disso, como tende a seguir suas paixões, tal estudo lhe será vão e improfícuo, pois o fim que se tem em vista não é o conhecimento, mas a ação. E não faz diferença que seja jovem em anos ou no caráter; o defeito não depende da idade, mas do modo de viver e de seguir um após o outro cada objetivo que lhe depara a paixão. A tais pessoas, como aos incontinentes, a ciência não traz proveito algum; mas aos que desejam e agem de acordo com um princípio racional o conhecimento. desses fará grande vantagem. Sirvam, pois, de prefácio estas observações sobre o estudante, a espécie de tratamento a ser esperado e o propósito da investigação."1
1 ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Abril Cultural. 1973. p.250.